Resenha – As duas vidas de Audrey Rose, de Frank de Fellita

AR

Quando comprei esse livro, fui movida apenas pelo preço: R$ 3,00. Comprei em um daqueles sebos da Estante Virtual. Fiquei receosa em comprar, pois não sabia nada a respeito do livro nem do autor. Contudo, o preço falou mais alto e a editora também. Sou fascinada pelos livros da Círculo do Livro. Capa dura, letra grande fazem-me pirar.

Antes de ler, dei uma pesquisada básica a respeito (vale dizer que comprei o livro no início de 2013, ou seja, há tempos que ele estava encostado) e vi ótimas opiniões e um pouquinho do que era o enredo do livro. Há um filme que segundo as boas línguas da internet, é péssimo.

O enredo basicamente é: uma família até então perfeita composta pelo casal Bill e Janice Templetton e sua filha linda/loira/meiga/fofa/educada Ivy que moram em Nova York. Janice passa um bom tempo dando graças por ter uma família tão bela, um apartamento belo, uma vida com dinheiro bela, ser bela e lalala… E pensa que uma vida tão perfeita poderia ser abalada a qualquer hora. O momento mais crítico entre os dez anos de casada com Bill, foram os sonambulismos que Ivy tinha aos dois anos. Não eram atitudes irrelevantes de como falar sozinha, andar pela casa, falar coisas sem nexo… Ivy aos dois, em seus acessos, gritava, esperneava, corria para a janela mais próxima e ficava a se bater, subia em cadeiras com agilidade impressionante para uma criança de dois anos. Por conta de os acessos serem frequentes, o casa Templetton decidiu levar a menina a um psiquiatra. Lá ninguém soube explicar o que a menina tinha e o que desencadeava aquilo. O tempo passou e os acessos também.

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Um dia, Janice percebeu que toda vez que ia buscar sua família na escola, um homem ficava observando-as. Todos os dias a figura do homem a perseguia: quando ia deixar Ivy e quando ia buscá-la. Logo imaginou ser algum pedófilo. Ao mesmo tempo, Ivy começa a ter de novo seus acessos sonambúlicos, com um agravante: agora eles são mais ferozes. O bendito homem que as observa na escola, começa a fazer contato pelo telefone, apresentando-se  Hoover. Um dia ele implora que o casal o receba no apartamento, que depois de muita relutância, o é concedido. Assim, Hoover conta sua história: há dez anos ele perdeu sua mulher e sua filha de 5 anos, Audrey Rose, em um acidente de carro. A menina antes de falecer sofreu muito, pois ficou presa no carro em chamas, gritando, pedindo ajuda, até morrer. Tal fato fez com a alma de Audrey logo procurasse um outro corpo para reencarnar e o corpo agraciado foi: Ivy Templetton que nasceu dois minutos depois da morte de Audrey.

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Se eu continuar contato, acabarei contato todo o enredo. O livro é interessante. Se o leitor for daqueles que nada sabem sobre reencarnação (como eu), é uma boa forma de saber superficialmente. O duelo de acusação e defesa, no tribunal, que comporá quase todo o livro possui momentos pedantes outros interessantíssimos.

Vale a pena a leitura.

“-Compreende agora, Mrs. Templeton? É o brado de uma alma atormentada! A senhora suporta escutá-lo? Eu não!

-Então saia de nossas vidas! – bradou Janice – Isso só acontece quando você está por perto. Ivy esteve muito bem e muito saudável durante todos estes anos.

-Não, a senhora se engana! A saúde de sua filha é ilusória. Enquanto o corpo dela abrigar uma alma que não está preparada para aceitar as responsabilidades do carma da vida terrena, não pode haver saúde, nem para o corpo de Ivy, nem para a alma de Audrey Rose. Ambas estão em perigo!

Janice sacudiu a cabeça, como se desejasse livrar-se daquelas palavras.

-Não sei o que está dizendo…

-Estou dizendo que Audrey Rose voltou cedo demais.

Cedo demais? Oh, meu bom Deus, de que estará ele falando?

-Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas crianças voltaram cedo demais. Vítimas de bombardeios e dos campos de concentração, atordoadas, confusas pela morte extemporânea, essas almas se apressaram a voltar para um útero, em vez de procurar o novo plano astral que lhes cabia.

Ele é maluco. Bill disse que ele era maluco. Bill tinha razão.

-E assim como elas, o mesmo aconteceu com Audrey Rose: fugiu de um horror e voltou para outro horror, em lugar de permanecer em um plano no qual poderia meditar e aprender a reconstruir a vida passada antes de procurar uma nova vida.

Hoover tinha os olhos marejados e sua voz estava embargada de emoção.

– Audrey Rose voltou cedo demais, Mrs. Templeton. E, por causa disso, Ivy corre grande perigo.”

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2 comentários sobre “Resenha – As duas vidas de Audrey Rose, de Frank de Fellita

  1. Andreza Machado disse:

    Adorei a história, tive o prazer de ler uma obra desse autor que cujo nome é Frank de Felitta, que foi o livro a Entidade, um livro maravilhoso, incrivél e apaixonante e ele é fantástico! Eu pretendo ler esse livro As duas vidas de Audrey Rose!

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