Resenha – O Mulato, de Aluísio de Azevedo

Romance naturalista que se passa em São Luiz, no século XIX. Azevedo critica o clero, o racismo, a hipocrisia social e a escola anterior, o romantismo. Essa obra me surpreendeu. Supunha que era pedante e clichê, sobre mais um relacionamento amoroso que tinha o obstáculo da cor da pele como empecilho.

Ana Rosa é uma menina rica, muito bem criada pelo pai e muito zelada pelas escravas. É uma candura de menina a tal ponto que exigiu a liberdade da sua escrava predileta. Raimundo é primo de Ana Rosa. Seu pai teve um relacionamento com uma escrava. Desfrutou por um tempo da companhia do pai, mas o mesmo decidiu que deveria casar com uma moça do prestígio maranhense. A madrasta é uma louca literalmente e exige a retirada o menino da fazenda. Raimundo passa a ser criado pelo irmão do pai, o Manuel Pescada. A esposa do Manuel o cria com muito carinho, até que a mesma morre. Algum tempo, o pai de Raimundo também morre e ele é mandado para Portugal a fim de estudar.

Quando volta para reaver suas propriedades deixadas no Maranhão, ele começa um namoro às escondidas com a doce Ana sem saber que por trás todos falam da sua origem negra. Ah! Raimundo não sabe da sua origem e parece que seu tom de pele nunca foi alvo de deboche enquanto morava em Portugal.

O romance é muito bom. O final é excelente e me deixou boquiaberta. Como citei, Aluísio em sua obra traça uma ferrenha crítica aos escritores românticos, e isto já é um brilho a mais à obra. Já sou fã do Aluísio pela obra O Cortiço, depois desta leitura, pretendo ler A Casa de Pensão.

 

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6 comentários sobre “Resenha – O Mulato, de Aluísio de Azevedo

  1. Fco Macedo disse:

    Hei de transcrever minhas considerações, em vista de tão esmerado esforço. Vindo parir o texto literário, rico, recheado de uma cognoscível mensura, não tão breve, contudo, após o apoderamento da leitura do livro O Mulato de autoria de Aluísio Azevedo, crítico social, o qual lhes custara o pseudônimo de “Satanás da Cidade” pois rebelou-se contra a sociedade do Maranhão, hipócrita, aonde o burgues perpetrava crimes e era impune.

    Discorre sobre a superioridade física, intelectual e moral do Advogado Raimundo fruto de relação do homem branco com uma negra “mestiço” grande pelo autor onisciente e chamado de cabra, o escritor deslumbra a superioridade do negro, enquanto, a sociedade do Maranhão o supunha na mais basta casta.

    Transpõe nas linhas naturalistas do livro, severos ataques ao preconceito contra os negros. E, mais, em sua narrativa diz ter acontecido o “Triunfo do Mal”, pois a heroína Ana Rosa casa-se com o homem que assassinou Raimundo de quem engravidar, conquanto não era do conhecimento dela.

    O Padre Diogo praticou crime de adultério, dois homicídios, um contra o pai de Raimundo, outro contra Raimundo como participe. Era o vigário assassínio descompromissado com a batina, cônego Diogo, hipócrita.

    Eis-me nestas poucas linhas, fiquei grato pela cooperação de sua resenha para abrir horizontes de seu interlocutor.

    PEDIDO: Ensine-me a fazer uma resenha, como organizar a CPU e publicar. Meu e-mail é: deassismacedor@gmail.com

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  2. Fco Macedo disse:

    Resenha – O Mulato – Livro: Romance Naturalista – Aluísio de Azevedo.

    MACÊDO, Francisco de Assis Ribeiro

    Atividade livresca do autor Aluísio de Azevedo, maranhense, protagonizou e fez crítica severas do comportamento da sociedade de sua província: Estilo Literário Romântico além do Realismo de Machado de Assis ia a pormenores. Esticou sua memória a sociedade expandir ao máximo ao povo nojento, carrasco com os mulatos, negros, cafuzos e mulatos. Em contradita tecia elogios aos mesmos para irritar a burguesia de seu tempo, enquanto os comprovincianos chamava os negros de “cabras”, “macacos” , Aluísio asseverava os dotes dos mulatos, através da figura do Dr. Raimundo, mulato de boa aparência, de Superioridade Física, intelectual e moral, os brancos de origem portuguesa eram amarelos, tísicos, nariz tortos e verberações adjetivas pejorativas.O Mulato era representado por Dr. Raimundo, advogado, culto de mais de uma língua, conhecedor de vários ares do velho continente, além do português, conhecia o inglês, francês, alemão, italiano. Este vislumbrava o bem, enquanto o maldito era Dias , um caxeiro de Manuel Pescada pai de Ana Rosa.

    Aluísio atiou no jornal severas críticas irritantes e sofreu em contrapartida a pressão dos maranhenses , pois, um jornal chamado “A Civilização” sendo aconselhado a “pegar na enxada,em vez de ficar escrevendo. Com isso voltou a corte , onde foi bem recepcionado.

    Principiou e foi o romance até o final, em que foram principais personagens::Raimundo, mulato, filho da escrava Domingas, com o branco José Pedro da Sila. Ana Rosa prima do advogado de quem emprenhara e filha de Manuel Pescada. Acontecido o fato por várias insistências da prima, compreendera o fato e pede sua filha em casamento, tendo recebido um não pelo fato de ser mulato.

    Poder-se-a elencar como importante, O Mulato para Naturalismo brasileiro pelo trajeto descrito, dentre eles: Sensualidade; paixão exacerbada de Ana Rosa e Raimundo.Crítica social, observação do autor em sátira aos tipos moradores de São Luiz. O escritor narrou sobre personagens imorais e grotescos como um comerciante grosseiro e rico, uma beata odiosa e velha. O Anti-clericalismo na figura do padre assassino cônego Diogo, hipócrita, preconceito aos negros. O livro é cheio de “oximoro” enquanto a sociedade manhanense destrói os mestiços, o autor contrapõe-se e os coloca como raça forte, inteligente e mais outros adjetivos que qualificam-os pessoas de bem.

    O Mulato livro publicado em 1881 em plena efervescência da libertação dos escravos, somou bem ao escritor, o denunciante das macabras condições que seus comprovincianos de origem portuguesa tratavam os mestiços, tendo recebido dos maranhenses, como “Satanás da cidade”.;

    Entrementes apesar de tanta luta de Aluísio em todo o livro, mesmo assim, ocorrera o triunfo do mal, houve a gratificação dos criminosos, todos ficaram impunes: O Cônego Diogo acusado de adultério e dois homicídios, no último cedeu um revólver para Dias subtrair a vida de Raimundo e casa-se com Ana Rosa e com ela três filhos, impunidade aos burgueses da época, envolvido duas classes o clérico e comerciante-caxeiro de Manuel Pescada.

    Fontes:
    AZEVEDO, Auísio, o MULATO, São Paulo : Martins, 1964.
    http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2024

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  3. Fco Macedo disse:

    Resumo – O Mulato de Aluísio Azevedo.

    Francisco Macedo
    10:45 (Há 0 minutos)
    Responder
    para Francy, Francy, Flora, André, Juciê, Lourrayne, Claudete
    Tente e Aprende! Insistir e Jamais desistir! Não, e Não!…

    MACÊDO, Francisco de Assis Ribeiro

    SEGUNDA – FEIRA, 12 DE SETEMBRO DE 2016.

    RESUMO DO LIVRO O MULATO DE ALUÍSIO DE AZEVEDO.

    Princípio com vocábulos interessantes e eficazes, verdadeiros, então. O Romance realista naturalista, foi parido em 1881 na cidade de São Luiz, Capital de Maranhão e o ingresso no mundo das letras, neste o locutor fez severas críticas a sociedade provinciana, em face de suas linhas indecorosas desconhecendo os mestiços como gente e comparados a “cabras”, e macacos, e gentalha, e de todo tipo de adjetivações pejorativas.

    Longe disso era o pensamento e linguagem do autor que descreve-os com raça de Superioridade Física, , Intelectual e moral. Os portugueses brancos eram pequenos gatunos, tortos, podre, desprovidos de humanismo e hipócrita.

    As fortes críticas de Azevedo aos compatriotas lhes cedera o título de “Satanás da Cidade” e somou-lhes para sair de sua terra natal e ir para o Rio de Janeiro, aonde permaneceu e continuo a produzir conhecimento arte que fez todo mês.

    As denúncias invocadas a sociedade maranhense de preconceituosa, aos homens e mulheres: mestiços: Cafuzo, e mulato, e mameluco. Estes eram tidos como animais irracionais e não era concebidos e aceitos dentro da sociedade. Fato que levou sérias criticas do autor como raça inferior e não podiam esposar-se de uma mulher branca.

    São personagens em destaque pelo escritor Raimundo, mestiço e advogado, primo de Ana Rosa a quem deixou grávida. Ela possuía um amor desenfreado pelo primo e só com a intervenção do padre Cônego Diogo não possível realizar-se o casamento. O último não só influenciou a Luiz Dias a matar Raimundo como emprestou-lhe um revólver para retirar a vida de seu oponente, pôs a igreja como indutora do trágico incidente e nada o acriminado respondia pois estava em defesa de sua honra. Outro personagem foi o pai da anica, o Manuel Pescada de origem portuguesa apreciador de livros e jornais. Mesmo sendo o “Pescada” tio do advogado, negou-lhe a mão de sua filha ao sobrinho, e, disse-lhe o motivo, após insistir várias vezes. Olhe você é mulato filho da escrava Domingas com José Pedro da Silva.

    Afigura-se o livro o Mulato como naturalismo pelas seguintes descrições: Sensualidade demonstrada por Ana Rosa, e, sua paixão carnal, em relação a Raimundo. Crítica social referindo-se a criação dos tipos habitantes em São Luiz. Personagens imorais e grotescas como um comerciante grosseiro e rico, uma beata odiosa e velha, vários outros. O Anti-clericalismo o padre assassino e sem compromisso com a batina, cônego Diogo, hipócrita. Durante todo perpassar de o Mulato, opõe-se abusos relacionados aos escravos e mestiços em geral.

    No livro realismo-naturalismo, aos poucos, vai… vai..nele o autor com profundidade a adentrar a vida de seus compatriotas, residentes na província do Maranhão. E, termina com a heroína “Ana Rosa” sem saber tomando para si Luiz Dias como consorte, a quem poderia abominar se lhes contasse de seus predicados, tendo padecido com um tiro de revólver o maior amor seu, o primo “Raimundo”, mas ao contrário era sua esposa e com ele pariu três filhos. Homem a quem dispunha-se a chamar de “Lulu” carinhosamente.

    Em entrelinhas foi o autor pelas críticas foi no jornal ” A CIVILIZAÇÃO” foi aconselhado a “pegar na enxada, em vez de ficar escrevendo”. Após foi ao Rio de Janeiro e lá bem-recepcionado. Não tendo acolhido o conselho e foi um dos grandes escritores nacionais.

    Suas escritas fê-lo precursor do naturalismo no brasil. Vislumbro com sua persistência, insistência e sem desistir de suas qualidades. Ele foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, sendo embaixador do Brasil: Itália, França e outras, morre na Argentina quando lá exercia a missão de Embaixador. Ele, no O Mulato foi questionado por Casimiro de Abreu e responde-lhe pormenorizado. Pois havia intitulado como um copiador de Castelo e não deixou-lhe de boca calada e respondeu na escrita de maneira convincente.

    Fontes
    AZEVEDO, Auísio, o MULATO, São Paulo : Martins, 1964.
    http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2024

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  4. Fco Macedo disse:

    Livro – O Mulato – AZEVEDO, Tancredo Gonçalves Aluísio.

    MACÊDO, Francisco de Assis Ribeiro

    O Romance Mulato de Azevedo, detentor de uma visão ampla das coisas, em seu livro foi contra a sociedade burguesa de comerciantes portugueses racistas, sensualidade, anticlericalismo, triunfo do mal.

    SINOPSE

    Ele inaugurou no Brasil, o naturalismo. Fez severas críticas a sociedade provinciana, severas críticas, com personagens desformes, pálidas, faziam de tudo com interesse de sempre ficar no comando através do dinheiro e hipócritas.

    Como a senhora Quitéria Inocência de Freitas Santiago esposada por José Pedro da Silva, nutria imortal inveja da criança Raimundo filho deste com a escrava Domingas foi deixar em São Luiz, local em que ficara como tutor seu tio Manoel Pescada, a quem lhes dera uma boa importância para enviar o filho para Lisboa-Portugal, assim feito.

    Depois retorna-se a sua fazenda e logo soube da tortura da ex-escrava sendo amarrada e açoitada, além de ter as partes íntimas queimadas. Na chegada pega em coloio amoroso o Cônego Diogo com a mulher e sem pensar, deu com o pescoço de Quitéria subtraindo à vida por meio de esganadura. Depois de tudo, ambos ficaram implicados o padre e José.

    Volve o sobrinho de Lisboa Advogado – Raimundo da Silva, logo apaixona-se a prima Ana Rosa por ele e pelo qual vislumbra um amor imenso e que de tanta insistência engravida. Raimundo e tio conversaram muito quando foram a fazenda em que nasceu o advogado e como havia prometido a prima pede-a em casamento e negou-lhe o tio, insiste sobre qual alegativa, então, lhe fora informado que não podia pois a mãe dele era uma escrava, um e outro não permitia a sociedade serem consortes.

    O Clero na pessoa do cônego Diogo não honrava a batina, assim organizou a tocaia e matou José Pedro da Silva temendo fosse denunciado por ele por crime de adultério. Após, através de uma confissão consegue de Ana Rosa que estava grávida do primo e conversou com Luis Dias-caxeiro português e trabalhava com Manuel Pescada compadre do Cônego Diogo e daí este convence ao Dias que fosse matar Raimundo pela ofenda de sua honra, o revólver foi emprestado a Luis Dias pelo padre.

    Raimundo foi morto por Dias, Ana Rosa aborta e seis anos depois o caxeiro de seu pai. Ele aparece casado e com três filhos. Recebe inclusive carícias da mulher que o chamara de “Lulu” organizando o colarinho da camisa do mesmo.

    Olhe só! No esvoaçar das palavras, ser a sociedade manhanense da época o mal vence o bem. Os criminosos não responderam pelos atos, todos impunes.

    AZEVEDO, Tancredo Gonçalves Aluísio.

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